Xiaomi se iguala a Samsung no mercado da Índia

A Xiaomi chegou ao primeiro lugar do mercado indiano de smartphones

As remessas de smartphones na Índia atingiram um recorde de 39 milhões de unidades no terceiro trimestre de 2017, segundo revela a analista IDC. O valor é 40% superior ao trimestre anterior e 21% a mais do que o terceiro trimestre de 2016.


Com esta procura desenfreada, a Xiaomi conseguiu igualar a gigante Samsung na lista de fabricantes do Top 5, cada uma com 23,5%.

O sucesso geral do mercado deveu-se principalmente aos festivais online que aconteceram em agosto e setembro. Enquanto no ano passado, a Xiaomi vendeu 32% de todos os dispositivos comercializados  online, desta vez a percentagem subiu para 37%. A expansão off-line também está a receber uma boa resposta dos clientes.

Todos os 5 fornecedores no topo da lista alcançaram um crescimento de dois dígitos. Com a Samsung e a Xiaomi no topo, em terceiro veio a Lenovo depois de alguns novos lançamentos sob a marca Motorola. Em quarto ficou a vivo com um impressionante crescimento anual de 153% e uma participação de 8,5%, enquanto a Oppo assegurou  a quinta posição com 7,9%.

É curioso pensar como em tão pouco tempo uma pequena empresa chinesa conseguiu colocar-se lado a lado com uma gigante. Como se sabe, a Xiaomi tem como grandes trunfos os mercados de entrada e média gama, e a chave para o sucesso tem passado por aí. Resta perceber se conseguirá replicar tal fórmula em mais países.

O custo-benefício da construtora chinesa é o maior elogio que se lhe pode fazer. Smartphones como o Xiaomi Mi A1 ou Redmi Note 4 são perfeitos exemplos de como a marca sabe jogar no mercado de quem quer gastar pouco e ter qualidade.

O mercado mobile indiano tem nos segmentos budget o seu maior volume de vendas. E aí a Xiaomi brilha. Oferece especificações atraentes a um preço que muitas vezes será um terço do que a Samsung cobra.

A grande questão que se impõe é se consegue a Samsung contornar este revés. Será interessante perceber até que ponto a empresa sul-coreana conseguirá competir no mercado abaixo dos 200 dólares, onde a Xiaomi reina. Foi esse mercado que a colocou quase com 25‰ da fatia do bolo.